O  chapéu – peça de indumentária que hoje em dia, para todos os efeitos, já não é que era (o que foi) – teve na história do cinema (e continua a ter pelo menos nos chamados filmes de época) uma relevância muito particular que acompanha também o lugar dele na história da moda, sendo indissociável de algumas das mais famosas personagens e intérpretes da Sétima Arte. Chaplin não seria Charlot sem o chapéu de coco, Harpo Marx é indissociável do dele.

É impossível imaginar o western ou o film noir sem ele. O chapéu, para lá do impacto visual que tem na caracterização das personagens, tem, sobretudo nestes dois géneros, uma forte componente dramática. Humphrey Bogart ou John Wayne (independentemente do filme) pareceriam nus sem um. O mesmo se pode dizer de Indiana Jones.

Mas nem só de homens (duros ou cómicos) vive o chapéu. Esse “adereço” foi também uma peça fundamental do vestuário do sexo que – no tempo em que se usavam chapéus – se denominava de fraco: sem ele Audrey Hepburn não seria tão “fair lady” e Bette Davis não seria a raposa que foi.

Num programa sobre o lugar do chapéu no cinema também não podia, claro, faltar o musical. Aqui ilustrado por Fred Astaire e Carmen Miranda em dois memoráveis filmes em que o(s) chapéu(s) são também inesquecíveis. Noutros registos, também o são os chapéus de A LARANJA MECÂNICA ou os de CHARLIE AND THE CHOCOLATE FACTORY.

Escolhemos também filmes em que o chapéu tem um papel central na história, como UN CHAPEAU DE PAILLE D’ITALIE ou MILLER’S CROSSING. E também filmes em que o chapéu é a causa de “tiradas” ou diálogos memoráveis: WITNESS FOR THE PROSECUTION, SMOKEY AND THE BANDIT ou A CANÇÃO DE LISBOA.

Mas para estabelecer um Ciclo sobre um tema tão abrangente como este, as escolhas são necessariamente isso mesmo, escolhas feitas ao sabor da memória e da predileção cinéfila de quem o programa. Ao escolher estes filmes deixámos forçosamente de fora muitos outros, que outros olhos ou outras lembranças poderiam considerar como imprescindíveis. Afinal há tantos, tantos chapéus… quase tantos como filmes.


Segunda-feira [01] 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro

THOSE AWFUL HATS

de David W. Griffith
com Florance Lawrence, Linda Arvidson,Flora Fichn
Estados Unidos, 1909 – 9 min / mudo, intertítulos em inglês legendados eletronicamente em português

LE CHAPEAU DE MAX

de Max Linder
com Max Linder
França, 1913 – 5 min / mudo, intertítulos em francês legendados eletronicamente em português

UN CHAPEAU DE PAILLE D’ITALIE

Um Chapéu de Palha da Itália
de René Clair
com Albert Préjean, Olga Tschékowa, Paul Ollivier
França, 1927 – 85 min / mudo, intertítulos em francês legendados eletronicamente em português

Duração total da projeção: 99 min | M/12

com acompanhamento ao piano por Filipe Raposo
1-UN CHAPEAU DE PAILLE D'ITALIE
UN CHAPEAU DE PAILLE D’ITALIE

UN CHAPEAU DE PAILLE D’ITALIE é uma divertida e brilhante comédia, que adapta uma peça de boulevard de Labiche: um cavalo come o chapéu de palha de uma mulher que está com o amante e o dono do cavalo deve encontrar um chapéu idêntico para salvar a honra da senhora. Seguem-se uma série de quiproquós, contratempos e perseguições, que ilustram a admiração de Clair e de toda uma geração de cineastas franceses pelos primórdios do cinema burlesco, representados nesta sessão por uma curta de Griffith e outra de Max Linder em que os chapéus são igualmente “protagonistas”. LE CHAPEAU DE MAX e UN CHAPEAU DE PAILLE D’ITALIE são exibidos em cópia digital


Terça-feira [02] 21h45 | Esplanada

TOP HAT

Chapéu Alto
de Mark Sandrich
com Fred Astaire, Ginger Rogers, Edward Everett Horton, Eric Blore
Estados Unidos, 1935 – 99 min / legendado em português | M/12

2-top-hat

No cinema clássico americano, os anos trinta e os anos cinquenta foram os dois grandes períodos do cinema musical. O musical dos anos trinta é muito mais rápido e incisivo do que o dos anos cinquenta, tanto a nível da trama narrativa como das coreografias. TOP HAT é um dos pontos altos do cinema musical dos anos trinta e o mais popular do par Fred Astaire-Ginger Rogers, onde se destacam os números Isn’t It a Lovely Day? e No Strings. Jovem e elegante, Fred Astaire está no auge do que um crítico descreveu como “o seu período Art Déco”. E Ginger é Ginger.


Quarta-feira [03] 21h45 | Esplanada

THE THOMAS CROWN AFFAIR

O Caso Thomas Crown
de John McTiernan
com Pierce Brosnan, Rene Russo, Denis Leary, Ben Gazzara
Estados Unidos, 1999 – 113 min / legendado em português | M/16

3-THE THOMAS CROWN AFFAIR

Remake do filme de 1968 realizado por Norman Jewison com Steve McQueen e Faye Dunaway. No filme de McTiernan, Pierce Brosnan interpreta a personagem do “self made“ bilionário aventureiro que rouba o quadro de Monet Saint-Georges Majeur au crépuscule (1908) do Metropolitan Museum (recriado em estúdio) e é investigado pela polícia de Nova Iorque e por uma agente de uma companhia de seguros interpretada por Rene Russo, a primeira a desconfiar do autor do crime. O roubo do valioso quadro é pretexto para um tórrido “jogo do gato e do rato“ que junta e afasta o casal de protagonistas. A atmosfera do filme é toda ela visualmente contaminada pela pintura, omnipresente em THE THOMAS CROWN AFFAIR. Numa admirável cena, crucial na ação, um quadro de Magritte inspira uma sua recriação ao vivo nas escadarias exteriores do museu.


Quinta-feira [04] 21h45 | Esplanada

THE GANG’S ALL HERE

Sinfonia de Estrelas
de Busby Berkeley
com Carmen Miranda, Alice Faye, Edward Everett Horton, Eugene Pallette, Charlotte Greenwood, Benny Goodman
Estados Unidos, 1943 – 101 min / legendado eletronicamente em português | M/12

9-THE GANG'S ALL HERE

O mais célebre filme com Carmen Miranda e, com grande consenso, o melhor. Na época, a maior peculiaridade do trabalho de Busby Berkeley como coreógrafo de filmes musicais foi a de, ao invés de filmar números de palco, usar efeitos óticos – íris, caleidoscópios, espirais, multiplicação de figurantes femininas de silhueta idêntica, como se fossem a mesma mulher repetida ao infinito… – no que constituiu uma revolução do musical cinematográfico. Nos anos trinta, Berkeley fez maravilhas a preto e branco; em THE GANG’S ALL HERE mostra-nos a sua loucura em Technicolor. À criatividade do mestre, junta-se a extravagância de Carmen Miranda, então no auge da sua carreira hollywoodiana. O celebérrimo número The Lady in The Tutti Frutti Hat é dos mais delirantes de toda a história do cinema musical. A apresentar em cópia digital.


Sexta-feira [05] 21h45 | Esplanada

A CANÇÃO DE LISBOA

de Cottinelli Telmo
com Beatriz Costa, Vasco Santana, António Silva, Teresa Gomes, Sofia Santos, Manoel de Oliveira
Portugal, 1933 – 93 min | M/12

15-A CANCAO DE LISBOA

A CANÇÃO DE LISBOA é a primeira e a mais famosa das chamadas “comédias à portuguesa”, e provavelmente o mais popular filme português de sempre (lembre-se a rábula dos “chapéus há muitos” de Vasco Santana no Jardim Zoológico de Lisboa). Evocação de ambientes lisboetas “típicos”, com vários atores lendários do cinema português e uma brilhante faceta musical para que contribuiu a partitura original composta por Jaime Silva Filho e René Bohet. Cottinelli Telmo, que era arquiteto, mistura com muita inteligência cenários naturais e cenários de estúdio, que reproduzem certos bairros de Lisboa. De notar, a presença de Manoel de Oliveira num papel secundário.


Sábado [06] 18h00 | Sala M. Félix Ribeiro

SHERLOCK JR.

Sherlock Holmes Jr.
de Buster Keaton
com Buster Keaton, Kathryn McGuire, Ward Crane
Estados Unidos, 1924 – 50 min / mudo, com intertítulos em inglês legendados eletronicamente em português

DEVUSHKA S KOROBOI

“A Rapariga da Caixa de Chapéus”
de Boris Barnet
com Anna Sten, Serafina Birman, Vladimir Vogel
URSS, 1927 – 70 min / mudo, intertítulos em russo legendados eletronicamente em português

Duração total da projeção: 120 minutos | M/12

Com acompanhamento ao piano por Daniel Schvetz

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SHERLOCK JR.

SHERLOCK JR. é um dos momentos maiores da obra do cómico impassível, Buster Keaton, na figura de um projecionista de cinema e detetive inspirado nas aventuras do popular herói de Conan Doyle. Mas este genial filme burlesco é também uma reflexão sobre a magia do cinema, com a personagem de Keaton a entrar numa tela de cinema, dentro de um filme, para conseguir resolver problemas amorosos da vida real. A RAPARIGA DA CAIXA DE CHAPÉUS, realizado no apogeu do cinema mudo soviético, de cuja variedade é um excelente exemplo, o filme de estreia de Barnet é uma das suas obras-primas. Foi o primeiro dos seus filmes a ser aclamado na Europa Ocidental, no início dos anos 60. Trata-se da história de uma jovem chapeleira que, no caminho para Moscovo, conhece um engenheiro, com quem casa ficticiamente a fim de arranjar alojamento. Depois é a descoberta do amor.


Sábado [06] 21h45 | Esplanada

SOME CAME RUNNING

Deus Sabe Quanto Amei
de Vincente Minnelli
com Frank Sinatra, Dean Martin, Shirley MacLaine, Martha Hyer, Arthur Kennedy
Estados Unidos, 1958 – 136 min / legendado em português | M/12

SOME CAME RUNNING

Um dos mais belos filmes da história do cinema, em que se cruzam o classicismo e a modernidade. Adaptado de um romance de James Jones, SOME CAME RUNNING conta a história de um soldado-escritor desmobilizado que regressa à terra natal, ligando-se a uma prostituta e a um jogador cowboy. Shirley MacLaine tem o papel da sua vida neste filme que lhe deu uma nomeação para o Oscar que ela creditou a Frank Sinatra pela insistência do ator em alterar o final do filme (sublime). No papel do veterano Dave Hirsh, filmado por Minnelli, ao lado de McLaine e Dean Martin, Sinatra interpreta uma das suas maiores personagens no cinema.


Segunda-feira [08] 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro

WITNESS FOR THE PROSECUTION

Testemunha de Acusação
de Billy Wilder
com Marlene Dietrich, Charles Laughton, Elsa Lanchester, Tyrone Power
Estados Unidos, 1957 – 116 min / legendado em português | M/12

3-WITNESS FOR THE PROSECUTION

Golpes de teatro e surpresas marcam o desenvolvimento desta adaptação de um conto de Agatha Christie por Billy Wilder. Trata-se de um filme de “suspense jurídico”, passado em Londres: quase tudo decorre na sala de um tribunal, onde um famoso advogado (Laughton) emprega todo o seu saber e artimanhas na defesa de um acusado de homicídio. Uma obra cruel sobre a irrisão da justiça, neste filme mais cega do que nunca. E a única justiça é a que acaba por ser feita pelas próprias mãos. Marlene Dietrich e Charles Laughton, geniais.


Terça-feira [09] 21h45 | Esplanada

JULES ET JIM

Jules et Jim
de François Truffaut
com Jeanne Moreau, Oskar Werner, Henri Serre
França, 1962 – 100 min / legendado em português | M/16

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JULES ET JIM é um título fundamental, não só da Nouvelle Vague mas de toda a obra de Truffaut, que ousou realizar um filme “de época”, o que era absolutamente insólito para o jovem cinema de então, guardando o tema da liberdade sexual, uma das marcas da Nouvelle Vague. Baseado num romance de Henri-Pierre Roché, o filme conta a história da relação triangular entre dois homens e uma mulher, numa construção em espiral, rumo a um final trágico e pacificador. Para Jeanne Moreau, Henri Serre e Oskar Werner bastava este filme como garantia de imortalidade. É nele que Moreau corre, ri e canta Le Tourbillon de la Vie na pele de Catherine. Truffaut sobre Jeanne Moreau: “Ela tem todas as qualidades que se esperam de uma mulher, mais aquelas que se esperam de um homem, sem os inconvenientes de ambos.”


Quarta-feira [10] 21h45 | Esplanada

LE MÉPRIS

O Desprezo
de Jean-Luc Godard
com Brigitte Bardot, Michel Piccoli, Jack Palance, Fritz Lang
França, Itália, 1963 – 103 min / legendado em português | M/12

10-LE MÉPRIS

Vagamente inspirado no romance homónimo de Moravia, LE MÉPRIS constrói-se em torno de uma reflexão sobre o cinema, onde “um travelling é uma questão de moral”. É também uma homenagem ao cinema clássico, com a presença de Fritz Lang no papel de um artista imperturbavelmente resistente ao comercialismo reinante no mundo cinematográfico. Jean-Luc Godard tem uma aparição discreta como assistente de realização de Lang na produção desse filme que parte de Homero e que se desenvolve num cenário mediterrânico, traçando um paralelo entre o mundo dos deuses e o mundo dos homens.


Quinta-feira [11] 21h45 | Esplanada

LES PARAPLUIES DE CHERBOURG

Os Chapéus-de-Chuva de Cherburgo
de Jacques Demy
com Catherine Deneuve, Nino Castelnuovo, Anne Vernon, Marc Michel
França, 1963 – 90 min / legendado em português | M/12

11-LES PARAPLUIES DE CHERBOURG

Talvez a obra mais célebre de Jacques Demy e o filme que fez de Catherine Deneuve uma vedeta. Numa triste cidade do litoral atlântico francês, uma jovem fica grávida e o namorado parte para a Guerra da Argélia. Ela acabará por casar com outro homem… Demy conta esta história de amores frustrados num filme totalmente cantado do primeiro ao último minuto, o que transforma a banal história num drama comovente. A música deste filme “em cantado” é de Michel Legrand.


Sexta-feira [12] 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro

BORSALINO

Borsalino
de Jacques Deray
com Jean-Paul Belmondo, Alain Delon, Catherine Rouvel
França, 1970 – 125 min / legendado eletronicamente em português | M/12

12-BORSALINO

BORSALINO permanece o único filme que pôs a contracenar as duas maiores vedetas francesas masculinas pós-Nouvelle Vague, Jean-Paul Belmondo e Alain Delon. Interpretam dois rufias que se tornam amigos e parceiros no crime em Marselha dos anos 30. O filme, que foi um dos maiores êxitos de bilheteira do cinema francês, teve uma sequela em 1974, BORSALINO & CO, também realizada por Jacques Deray e interpretada por Alain Delon (mas já sem Belmondo).  A exibir em cópia digital. Primeira exibição na Cinemateca.


Sábado [13] 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro

THE KID

O Garoto de Charlot
de Charles Chaplin
com Charles Chaplin, Jackie Coogan, Edna Purviance, Charles Reisner, Lita Grey
Estados Unidos, 1921 – 68 min / mudo com intertítulos em francês e legendas eletrónicas em português | M/6

3-THE KID

Primeira longa-metragem de Chaplin, mistura de burlesco e “pathos” (o sonho do paraíso, a criança abandonada) que revelou Jackie Coogan e lançou a moda dos “meninos-prodígios”. O filme de Chaplin que David Robinson, talvez o maior especialista mundial na sua obra, prefere. A exibir em cópia digital.


Sábado [13] 21h30 | Esplanada

MY FAIR LADY

Minha Linda Lady
de George Cukor
com Audrey Hepburn, Rex Harrison, Wilfrid Hyde White, Stanley Holloway, Gladys Cooper, Jeremy Brett
Estados Unidos, 1964 – 167 min / legendado eletronicamente em português | M/6

4-MY FAIR LADY

O último grande musical de Hollywood traz a assinatura de George Cukor. MY FAIR LADY é a adaptação do espetáculo que foi um dos maiores sucessos da Broadway e foi o maior êxito comercial da carreira de Cukor. O ponto de partida é a peça de Bernard Shaw, Pigmalião. Entre os vários Oscars conquistados, os de melhor filme, melhor realização, melhor ator para Rex Harrison. A exibir em cópia digital.


Terça-feira [16] 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro

A CLOCKWORK ORANGE

Laranja Mecânica
de Stanley Kubrick
com Malcolm McDowell, Patrick Magee, Michael Bates, Adrienne Corri
Reino Unido, 1971 – 136 min / legendado em português | M/16

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A impressiva adaptação do romance de Anthony Burgess por Kubrick tem por pano de fundo uma sociedade de um futuro “próximo” (talvez não muito diferente da de hoje), onde gangues de adolescentes dão largas aos seus instintos e brutalidade em cenários estilizados, ao som de Beethoven e de Singin’ in the Rain. O filme foi muito cortado pela censura em vários países. Entretanto, conquistou um estatuto de culto. Esta parábola política tem imagens ultratípicas da estética dos anos setenta e uma fabulosa interpretação de Malcolm McDowell no papel principal.


Quarta-feira [17] 21h45 | Esplanada

THE BLUES BROTHERS

O Dueto da Corda
de John Landis
com John Belushi, Dan Aykroyd, James Brown, Carrie Fisher
Estados Unidos, 1980 – 133 min / legendado eletronicamente em português | M/12

16-THE BLUES BROTHERS

THE BLUES BROTHERS, tendo sido aquando da estreia um fabuloso êxito de bilheteira (em grande parte graças à dupla formada por John Belushi e Dan Aykroyd), tornou-se num cult movie. Dois irmãos, um deles acabado de sair da prisão, tentam angariar dinheiro para impedir a falência do orfanato católico onde foram criados. Para tal reagrupam a banda que entretanto se tinha desfeito. O filme não é apresentado na Cinemateca desde 1987. A exibir em cópia digital.


Quinta-feira [18] 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro

SMOKEY AND THE BANDIT

Os Bons e os Maus
de Hal Needham
com Burt Reynolds, Sally Field, Jerry Reed, Paul Williams
Estados Unidos, 1977 – 96 min / legendado eletronicamente em português | M/12

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O segundo filme mais rentável de 1977 (só atrás de STAR WARS), SMOKEY AND THE BANDIT é (mais um) filme de perseguições. Dois camionistas tentam fazer contrabando de cerveja para o Texas. No caminho Smokey (Burt Reynolds) dá boleia  a Carrie (Sally Field) e a tarefa complica-se. A exibir em cópia digital. Primeira exibição na Cinemateca.


Sexta-feira [19] 21h45 | Esplanada

RAIDERS OF THE LOST ARK

Os Salteadores da Arca Perdida
de Steven Spielberg
com Harrison Ford, Karen Allen, Wolf Kahler, Paul Freeman, Denholm Elliott
Estados Unidos, 1981 – 112 min / legendado em português | M/12

18-RAIDERS OF THE LOST ARK

A grande homenagem de Spielberg aos filmes em episódios das décadas de trinta e quarenta, explorando a magia e o suspense dos cliffhangers. Harrison Ford estreia-se no papel de Indiana Jones, o professor arqueólogo que procura da lendária “Arca da Aliança” dada por Jeová aos hebreus, também cobiçada pelos nazis. A exibir em cópia digital.


Sábado [20] 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro

SAFETY LAST!

de Fred C. Newmeyer, Sam Taylor
com Harold Lloyd, Mildred Davis, Bill Strother, Noah Young
Estados Unidos, 1923 – 70 min / mudo, com intertítulos em inglês e francês legendados eletronicamente em português | M/12

Safety

Um dos mais emblemáticos filmes da comédia do período mudo norte-americano, SAFETY LAST! é, também, uma das mais conhecidas “aventuras” de Harold Lloyd, mítico ator cómico lembrado pelos seus óculos redondos, chapéu e proezas físicas que o equipararam, no pico da sua popularidade, a Buster Keaton e Charlie Chaplin. O filme de Fred C. Newmeyer e Sam Taylor viria a trazer uma das imagens mais icónicas deste período da história do cinema: Harold Lloyd pendurado no cimo de um prédio, agarrado aos ponteiros de um relógio, com o movimento urbano da cidade a passar por baixo das suas pernas.
A exibir em cópia digital.


Segunda-feira [22] 19h00 | Sala M. Félix Ribeiro

MILLER’S CROSSING

História de Gangsters
de Joel e Ethan Coen
com Gabriel Byrne, Marcia Gay Harden, John Turturro, Jon Polito, J.E. Freeman, Albert Finney
Estados Unidos, 1990 – 115 min / legendado em português | M/16

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Um regresso ao cinema de gangsters com a marca de Edward G. Robinson e Humphrey Bogart, repleto de condimentos clássicos reciclados com astúcia pela realização dos irmãos Coen. Numa América sob a Lei da Proibição, uma guerra de gangues vai meter em apuros um bem-intencionado Tom Reagan (Gabriel Byrne), o braço direito do manda-chuva de sangue irlandês Leo (Albert Finney). Filme da maturidade dos Coen que beneficia de interpretações fulgurantes e de um trabalho notável de Barry Sonnenfeld enquanto diretor de fotografia.


Terça-feira [23] 21h45 | Esplanada

DUCK SOUP

Os Grandes Aldrabões
de Leo McCarey
com Groucho, Chico, Harpo e Zeppo Marx, Margaret Dumont
Estados Unidos, 1933 – 68 min / legendado eletronicamente em português | M/12

14-DUCK SOUP

Ver nota sobre o filme no Ciclo Do Outro Lado do Espelho.


Quarta-feira [24] 21h45 | Esplanada

THE SEARCHERS

A Desaparecida
de John Ford
com John Wayne, Jeffrey Hunter, Vera Miles, Ward Bond, Natalie Wood
Estados Unidos, 1956 – 120 min / legendado eletronicamente em português | M/12

searchers

Uma das obras-primas de John Ford e o filme que contém todas as chaves do western. Também marca a entrada de Ford na última fase da sua obra, aquela em que a serenidade do olhar acompanha a consciência do fim de um tempo que existe apenas na memória, e de que um dos sinais é a evocação de Harry Carey, ator fordiano por excelência, no gesto final de John Wayne, o seu mais puro herdeiro.


Quinta-feira [25] 21h45 | Esplanada

THE BIG SLEEP

À Beira do Abismo
de Howard Hawks
com Humphrey Bogart, Lauren Bacall, John Ridgely, Martha Vickers, Regis Toomey, Dorothy Malone, Elisha Cook, Jr.
Estados Unidos, 1946 – 114 min / legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/12

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Hawks realizou obras-primas em quase todos os grandes géneros do cinema americano, noir incluído. A partir do romance homónimo de Raymond Chandler, com argumento assinado, entre outros, por William Faulkner, THE BIG SLEEP é a quintessência do noir, ou seja, uma forma de quintessência do próprio cinema em que pulsa uma estética definida: ação predominantemente noturna, fotografia fortemente contrastada, jogos de luz e sombra. É ainda um dos quatro filmes da dupla Bogart e Bacall, que Hawks apresentara em TO HAVE AND HAVE NOT e voltariam, taco a taco nos mesmos anos 1940 da Warner Bros., em DARK PASSAGE de Delmer Daves e KEY LARGO de John Huston. Nesta reincidência Hawks, com Bogart no papel do detetive privado Philip Marlowe, voltam a eletrizar o filme, pleno de apontamentos crípticos, cenas e falas memoráveis. “O filme noir nunca irá tão longe na descrição de um universo cínico, sensual e feroz” (Raymond Borde e Étienne Chaumeton).


Sexta-feira [26] 21h45 | Esplanada

THE MADWOMAN OF CHAILLOT

A Louca de Chaillot
de Bryan Forbes
com Katharine Hepburn, Paul Henreid, Yul Bryner, Oskar Homolka, Danny Kaye
Estados Unidos, 1969 – 132 min / legendado eletronicamente em português | M/12

24-THE MADWOMAN OF CHAILLOT

Katharine Hepburn (numa das suas mais exuberantes interpretações), a “louca da Chaillot”, intenta um processo judicial para impedir a extração de petróleo no seu próprio bairro de Paris por parte de um grupo de quatro proeminentes homens sem escrúpulos. Uma adaptação da peça homónima de Jean Giraudoux. Primeira exibição na Cinemateca.


Sábado [27] 21h45 | Esplanada

CHARLIE AND THE CHOCOLATE FACTORY

Charlie e a Fábrica de Chocolate
de Tim Burton
com Johnny Depp, Fred Highmore, Helena Bonham Carter
Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, 2005 – 114 min / legendado em português | M/6

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Adaptado de uma história de Roald Dahl, CHARLIE AND THE CHOCOLATE FACTORY é um conto de fadas moderno, no qual um grupo de cinco crianças visita uma fábrica de chocolate. Quatro delas conhecem destinos trágicos, exceto Charlie, cuja casa é reconstruída no interior da fábrica.  “A genialidade da aventura de Burton passa, antes de tudo, pelo arrojo do casting: Depp ‘é’ (ainda) Eduardo Mãos de Tesoura e concentra na sua ‘persona’, e no boneco articulado que constrói, o material para a metamorfose, algures entre a Dorothy de O FEITICEIRO DE OZ e o Michael Jackson de Thriller, com toques de um Príncipe Valente irrisório, num registo de patética farsa, desarticulando qualquer aparência de real e mimando a impossibilidade da sua existência fora do contexto mágico do seu mundo de chocolate feito” (Mário Jorge Torres).


Terça-feira [30] 21h45 | Esplanada

THE LITTLE FOXES

Raposa Matreira
de William Wyler
com Bette Davis, Herbert Marshall, Teresa Wright, Richard Carlson, Dan Duryea
Estados Unidos, 1941 – 116 min / legendado eletronicamente em português | M/6

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O terceiro filme de Bette Davis com William Wyler. De novo, a atriz tem um dos seus mais impressionantes trabalhos nesta adaptação da peça homónima de Lillian Hellman, com argumento da dramaturga. É a história de uma orgulhosa mulher sulista que arrasta a família num caminho de ambição e corrupção. Um portentoso trabalho de câmara de Gregg Toland.