Sala M. Félix Ribeiro | Seg. [28] 15:00 [atenção ao horário]

O QUE QUERO VER

THE LONG RIDERS

O Bando de Jesse James
de Walter Hill
com David Carradine, Keith Carradine, Robert Carradine, James Keach, Stacy Keach, Dennis Quaid, Randy Quaid
Estados Unidos, 1980 – 100 min / legendado eletronicamente em português | M/12

A história mítica do bando de Jesse James originou vários westerns ao longo da história do cinema. Realizadores tão fundamentais como Fritz Lang, Nicholas Ray, Henry King e Samuel Fuller abordaram esse mito do faroeste. Walter Hill nunca escondeu o seu fascínio pela mitologia do western, nomeadamente nos filmes que realizou no começo da sua carreira e que não eram, apenas à primeira vista, westerns, como HARD TIMES, THE DRIVER e THE WARRIORS. A este começo auspicioso nas lides da realização – Hill fora antes argumentista, inclusive às ordens de Sam Peckinpah – seguiu-se uma abordagem explícita ao género, procurando reconstituir esta história de irmãos levando uma vida no crime sob alçada dos James. Para tal, Hill decidiu reunir atores ligados sanguineamente entre si para interpretarem os vários grupos de irmãos, destacando-se James e Stacy Keach (que também produzem o filme) na pele dos James e os Carradine, interpretando o trio Younger, a saber: David, Keith e Robert, filhos do famoso ator da Hollywood clássica John Carradine, que participara na versão desta história dirigida por Henry King. Desde 1988 que este filme não é exibido na Cinemateca.


Sala M. Félix Ribeiro | Seg. [28] 20:00 [atenção ao horário]

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HE WHO GETS SLAPPED

O Palhaço
de Victor Sjöström
com Lon Chaney, Norma Shearer, John Gilbert
Estados Unidos, 1924 – 86 min / mudo, intertítulos em inglês legendados em português | M/12

Com acompanhamento ao piano por Filipe Raposo

O segundo filme americano de Victor Sjöström é a primeira grande produção da MGM, que adaptou uma peça russa situada no meio do circo, que fora um grande sucesso na Broadway. A história tem algumas semelhanças com a de DER BLAUE ENGEL, com o tema da decadência de um professor que se transforma em palhaço por causa de uma mulher. O riso (dos outros) como expiação e humilhação supremas. O filme não é exibido na Cinemateca desde 2015.


Sala M. Félix Ribeiro | Ter. [29] 18:00 [atenção ao horário]

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IVAN GROZNY

Ivan, o Terrível 1ª parte
de Sergei M. Eisenstein
com Nikolai Tcherkassov, Serafina Birman, Ludmilla Tselikovskaya
URSS, 1943-45 – 95 min / legendado em português

IVAN GROZNY

Ivan, o Terrível 2ª parte
de Sergei M. Eisenstein
com Nikolai Tcherkassov, Serafina Birman, Ludmilla Tselikovskaya
URSS, 1943-45 – 82 min / legendado em português

entre a projeção das duas partes do filme há um intervalo de 20 minutos

duração total da projeção: 177 min | M/12

O último filme de Eisenstein é uma das obras-primas absolutas de toda a história do cinema. Dividido em duas partes, o filme descreve o itinerário do czar, que vai da pureza adolescente até à mais absoluta tirania. A profundidade de foco, o uso das sombras e das luzes, a fusão entre a música de Prokofiev e os diálogos, criam um filme de indescritível beleza, que também é uma reflexão política. Ao grande teatro histórico encenado por Eisenstein, diretamente influenciado por figuras e arquétipos da dramaturgia clássica, não podia faltar um bobo, expressão de um sarcasmo “comentador”, também visível no delirante apogeu de IVAN, O TERRÍVEL, a breve e infernal sequência a cores, a única realizada por Eisenstein. Proibida por ordem pessoal de Estaline, que bem percebeu a analogia entre o czar e a sua pessoa, a segunda parte do filme só foi mostrada em público em 1958, dez anos depois da morte do realizador. A exibir em cópia digital.


Sala M. Félix Ribeiro | Qua. [30] 15:00 [atenção ao horário]

O QUE QUERO VER

YABU NO NAKA NO KURONEKO

“O Gato Preto do Túmulo”
de Kaneto Shindo
com Kichiemon Nakamura, Nobuko Otowa, Kiwako Taichi, Kei Sato
Japão, 1968 – 97 min / legendado em espanhol e eletronicamente em português | M/16

O autor de HADAKA NO SHIMA/A ILHA NUA, aborda temas totalmente opostos: o fantástico e o terror. Uma mulher e a filha são brutalmente violadas e assassinadas por soldados durante os tempos das guerras civis. Mais tarde, uma série de samurais, que regressa da guerra naquela região, é encontrada misteriosamente assassinada com as gargantas dilaceradas. Um dos mais impressionantes filmes de terror jamais feitos. Desde 2007 que este filme não é exibido na Cinemateca.


Sala M. Félix Ribeiro | Qua. [30] 17:00 [atenção ao horário]

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GOODFELLAS

Tudo Bons Rapazes
de Martin Scorsese
com Robert De Niro, Ray Liotta, Joe Pesci, Lorraine Bracco, Paul Sorvino
Estados Unidos, 1990 – 144 min / legendado em espanhol e eletronicamente em português | M16

Um dos mais conhecidos e importantes filmes de Martin Scorsese, de novo abordando um tema frequente na sua obra, o mundo marginal ou, mais precisamente, as organizações mafiosas num bairro de Brooklyn, numa adaptação do livro de Nicholas Pileggi e das memórias de um “arrependido”, Henry Hill. É um dos mais perfeitos carrocéis de Scorsese, que como noutras ocasiões (por exemplo, TAXI DRIVER), sinaliza a dissociação, a impossibilidade de acompanhar as personagens no plano moral, através do riso delas – sempre, ou quase sempre, obsceno, alarve. O filme não é apresentado na Cinemateca desde 2010.


Sala M. Félix Ribeiro | Qua. [30] 20:00 [atenção ao horário]

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JOKER

Joker
de Todd Phillips
com Joaquin Phoenix, Zazie Beets, Robert de Niro
Estados Unidos, 2019 – 122 min / legendado em português | M/14

Desde que o universo dos super-heróis dos comics se tornou um dos principais territórios explorados pelo cinema americano de grande circulação que não havia um filme com uma abordagem tão original a esses pressupostos. Mais parábola social do que reiteração canónica dos trâmites do género, com um sentido político ambíguo que fez correr muita tinta, e uma relação direta – reconhecida no filme pela presença de Robert de Niro – com algum cinema americano dos anos setenta e oitenta, especialmente o de Scorsese, JOKER é também um filme que leva o riso de uma personagem à total dissociação: mero fenómeno físico, mecânico, irracional, que nada aparentemente – intelectualmente – justifica. Primeira exibição na Cinemateca.