Sala M. Félix Ribeiro | Seg. [12] 15:30

O ANO DE 1967 – TERRAS EM TRANSE

THE BIG SHAVE

de Martin Scorsese
com Peter Bernuth
Estados Unidos, 1967 – 6 min / legendado eletronicamente em português

THE TRIP

de Roger Corman
com Peter Fonda, Dennis Hopper, Susan Strasberg, Bruce Dern
Estados Unidos, 1967 – 82 min / legendado eletronicamente em português

duração total da projeção: 88 min | M/16

Roger Corman, mestre da série B e mentor de boa parte da geração que formou a Nova Hollywood, filmou Peter Fonda (um dos seus rostos) numa trip de LSD em THE TRIP, um dos filmes mais significativos da contracultura e das novas experiências sociais e políticas em que o mundo mergulhava (o psicadélico filme de Corman viria mesmo a ser um dos mais lucrativos da sua carreira). A abrir a sessão, Martin Scorsese, um dos seus discípulos, alude à tragédia da Guerra do Vietname e ao suicídio coletivo de um país em THE BIG SHAVE, um dos seus mais poderosos filmes.


Sala M. Félix Ribeiro | Qua. [14] 19:00

CINEMA PORTUGUÊS: NOVOS OLHARES – IV

GIGANTES DO DOURO

de André Valentim Almeida
Portugal, 2014 – 35 min

TRIÂNGULO DOURADO

de Miguel Clara Vasconcelos
com Sheylla Barros
Portugal, França, 2014 – 18 min

DOCUMENTO BOXE

de Miguel Clara Vasconcelos
com Jorge Pina
Portugal, 2005 – 53 min

duração total da projeção: 106 min | M/12

Com a presença de André Valentim Almeida e Miguel Clara Vasconcelos
TRIÂNGULO DOURADO

GIGANTES DO DOURO, de André Valentim de Almeida, realizado para o Museu do Douro, é um retrato sobre cem anos de trabalho e de mudanças na vida dessa região. TRIÂNGULO DOURADO (Melhor Curta Portuguesa no Curtas Vila do Conde 2014), de Miguel Clara Vasconcelos, lança-se, por sua vez, nas memórias, viagens, e experiências pessoais de uma vida sobre o cruzamento de dois rios: o Sena e o Marne, em França. DOCUMENTO BOXE, do mesmo realizador, foca-se na vida, na preparação, e nas lutas do “boxeur” profissional Jorge Pina. Primeiras exibições na Cinemateca.


Sala M. Félix Ribeiro | Qua. [14] 21:30

O ANO DE 1967 – TERRAS EM TRANSE

WEEK-END

Fim-de-Semana
de Jean-Luc Godard
com Jean Yanne, Mireille Darc, Jean-Pierre Léaud
França, Itália, 1967 – 102 min / legendado em português | M/12

Segundo Godard, um filme “perdido no cosmos” e “encontrado no ferro velho”. Em forma de antecipação, WEEK-END é a mais radical parábola sobre a civilização de hoje. Reflexo do mal-estar do seu tempo, o filme de Godard anunciava, um ano antes, o Maio de 68. Um casal em férias, caos e drama ao longo da estrada (com um fabuloso e célebre plano-sequência de um travelling de dez minutos) e estranhos encontros com a história e a ficção (Saint-Just, Alice, Lautréamont, etc.).


Sala M. Félix Ribeiro | Sex. [16] 19:00

A CINEMATECA COM O UNDERSCORE – FESTIVAL DE MÚSICA, SOM, IMAGEM EM MOVIMENTO E ARQUIVO

PULSARS

Filme de Isabel Pires
Música electroacústica de Isabel Pires
Música de 2013, versão com filme de 2017
Portugal, 2017 – 13 min

ASPERITY

Filme de animação de Tom Jobbins, Melanie Hasemore e Rowena Hornshaw
Composição e interpretação (viola de arco) de Bruno Gabirro (som gravado).
Portugal, 2007 – 1 min e 58 segs

I BELIEVE THAT, TOO

Filme de animação de Luís Alegre
Música electroacústica de Rui Pereira Jorge
Portugal, 2007 – 2 min

TERRAS INTERIORES

de Eduardo Brito (realização) e David Ferreira (montagem)
Música: Composição de Carlos Marecos. Interpretação ao vivo de Joana Gama (piano)
Portugal, 2013 – 11 mins 37 seg

duração total da projeção: 61 min | M/12

Todas as imagens em suporte digital.
Som gravado digitalmente nas três primeiras peças.
Sessão mista, incluindo a exibição das obras, apresentações e debate.

Com a presença de Isabel Pires, Bruno Gabirro, Rui Pereira Jorge, Carlos Marecos e Joana Gama

Nesta sessão serão apresentados e discutidos vários trabalhos desenvolvidos por artistas investigadores do CESEM (Centro de estudos de sociologia e estética musical da Universidade Nova de Lisboa). São trabalhos curtos de duração variada, que exploram abordagens artísticas também variadas da relação entre a música e a imagem em movimento. Os autores descrevem-nos como um projeto de eletroacústica com imagem em movimento, um “violino animado”, uma “banda desenhada sonorizada”, e um filme com acompanhamento musical ao vivo pela pianista Joana Gama. A segunda obra é apresentada em estreia em Portugal e a terceira em estreia absoluta. As peças serão ponto de partida para uma conversa com os músicos, trazendo à discussão pública o trabalho de investigação deste centro.


Sala M. Félix Ribeiro | Sex. [16] 21:30

A CINEMATECA COM O UNDERSCORE – FESTIVAL DE MÚSICA, SOM, IMAGEM EM MOVIMENTO E ARQUIVO

MULHERES DA BEIRA

de Rino Lupo
com Brunilde Júdice, Mário Santos, António Pinheiro, Duarte Silva
Portugal, 1921 – 81 min / mudo | M/12

Com acompanhamento de piano ao vivo por Nicholas McNair (composição original)

Tendo como objetivo a muito recente edição do filme em DVD (edição dupla da Cinemateca, com este filme e OS LOBOS, do mesmo realizador), Nicholas McNair compôs uma partitura original para piano, que toca agora ao vivo pela primeira vez. AS MULHERES DA BEIRA, ou, como sugere o título alternativo da obra, FUNESTA AMBIÇÃO, foi uma produção da Invicta Film (a mais importante produtora portuguesa do tempo do mudo) baseada num conto de Abel Botelho. No filme, Brunilde Júdice, a Mariana do AMOR DE PERDIÇÃO de Pallu (1919), tem uma fortíssima presença no papel de Aninhas, uma jovem de Arouca que inclina o seu arrebatamento para o Fidalgo da Mó que cedo a desprezará, em desfavor de André, o pastor contemplativo que por ela nutre uma sincera paixão. Trata-se de um dos mais singulares casos do nosso cinema mudo, com um imaginário “flamejante”, a marca sensual de Brunilde Júdice e uma belíssima fotografia de Costa de Macedo.


Sala M. Félix Ribeiro | Sáb. [17] 15:30

DOUBLE BILL

HIGH SIERRA 

O Último Refúgio
de Raoul Walsh
com Humphrey Bogart, Ida Lupino, Arthur Kennedy, Joan Leslie, Cornel Wilde
Estados Unidos, 1941 – 95 min / legendado em português

COLORADO TERRITORY

Golpe de Misericórdia
de Raoul Walsh
com Joel McCrea, Virginia Mayo, Dorothy Malone, Henry Hull
Estados Unidos, 1949 – 93 min / legendado em português

duração total da projeção: 188 min | M/12
Entre os dois filmes há um intervalo de 30 minutos

HIGH SIERRA

O filme que fez de Bogart uma vedeta. HIGH SIERRA adapta uma popular novela de W.R. Burnett e é a história de um “gangster” envelhecido, “Mad Dog” Earle, que vai realizar um último assalto, acabando alvo de uma gigantesca perseguição na montanha. Um dos grandes papéis de Humphrey Bogart, que no ano anterior se tornara tardiamente vedeta (aos 41 anos), com THE MALTESE FALCON. Walsh refez o filme como western em COLORADO TERRITORY, uma história trágica marcada pelo romantismo, que segue o percurso da relação entre um fora da lei e uma rapariga mestiça. Nova versão de HIGH SIERRA, transfere o pano de fundo do filme negro para o western e inclui um final alucinante que só tem paralelo, na obra de Walsh, noutra obra-prima do realizador feita nesse mesmo ano: WHITE HEAT. Dois grandes clássicos nos seus diferentes géneros.

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